Plim...
plim.. plim
Cantou
o sinal
Enferrujado
Abandonado
Meio
escondido
Pendurado
Numa
velha árvore
Num
canto do quintal
Sino
que grita
Agita
Obriga
O
preto
Branco
Amarelo
Correr
Estudar
Trabalhar
O
povo suspira
Anseia
Chora
Luta
Ri
e espera a hora
Hora
de ouvir
O
último grito
Último
aviso
Do
velho amigo
Sem
abrigo
Que
anuncia
Noite
e dia
Por
anos tantos
Um
velho canto
Plim,
plim, plim
E
o tempo passa
Leva
um povo
Trás
outro novo
E
a vida vai
Dando
saudade
Ao
povo que sai
Esperam,
no entanto
O
último canto
E
na última cantiga
Tudo
é um pranto
O
sino chora
Abandonado
Esquecido
Por
quem vai embora
Não
tem mais regra
Correria
Tudo
é festa
Tudo
é alegria
Canudo
na mão
Suado
Prezado
Esperado
Conquistado
Idealizado
Finda
o musical
A
mensagem
Oração
E
o povo prepara
Pra
triste separação
A
festa termina
O
povo chora
Abraça
Pede
a bênção divina
Conforto
Proteção
Na
hora da despedida
La
vai o preto
O
branco
Amarelo
O
amigo
O
irmão
Vai
pelas terras
Deserto
Serra
Mar
e chão
Levar
Jesus Cristo
Pra
toda nação
Libertar
oprimido
Cativo
e pagão
Um
dia
Bem
distante os obreiros
Hão
de ouvir um lindo canto
Parecido
com o sinal
Será
o canto de missão
Espalhado
mundial
Enquanto
isso
Lá
no seb continua
Sempre
a mesma canção
Plim,
plim, plim
Do
velho sinal
Enferrujado
Abandonado
Meio
escondido
Pendurado
Numa
velha árvore
Num
canto do quintal
(Ireny
Edna Soares)
24
-10- 1986
Seminário
Evangélico Betânia

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