sábado, 12 de outubro de 2013

O velho sinal

Plim... plim.. plim
Cantou o sinal
Enferrujado
Abandonado
Meio escondido
Pendurado
Numa velha árvore
Num canto do quintal
Sino que grita
Agita
Obriga
O preto
Branco
Amarelo
Correr
Estudar
Trabalhar
O povo suspira
Anseia
Chora
Luta
Ri e espera a hora
Hora de ouvir
O último grito
Último aviso
Do velho amigo
Sem abrigo
Que anuncia
Noite e dia
Por anos tantos
Um velho canto
Plim, plim, plim
E o tempo passa
Leva um povo
Trás outro novo
E a vida vai
Dando saudade
Ao povo que sai
Esperam, no entanto
O último canto
E na última cantiga
Tudo é um pranto
O sino chora
Abandonado
Esquecido
Por quem vai embora
Não tem mais regra
Correria
Tudo é festa
Tudo é alegria
Canudo na mão
Suado
Prezado
Esperado
Conquistado
Idealizado
Finda o musical
A mensagem
Oração
E o povo prepara
Pra triste separação
A festa termina
O povo chora
Abraça
Pede a bênção divina
Conforto
Proteção
Na hora da despedida
La vai o preto
O branco
Amarelo
O amigo
O irmão
Vai pelas terras
Deserto
Serra
Mar e chão
Levar Jesus Cristo
Pra toda nação
Libertar oprimido
Cativo e pagão
Um dia
Bem distante os obreiros
Hão de ouvir um lindo canto
Parecido com o sinal
Será o canto de missão
Espalhado mundial
Enquanto isso
Lá no seb continua
Sempre a mesma canção
Plim, plim, plim
Do velho sinal
Enferrujado
Abandonado
Meio escondido
Pendurado
Numa velha árvore
Num canto do quintal

(Ireny Edna Soares)
24 -10- 1986
Seminário Evangélico Betânia







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